terça-feira, 6 de julho de 2010

Os 7 Contos Proibidos Clois; IV - Aqua (NC-17)


Final de semana em Metrópolis, até que enfim.

O calor parecia rachar as paredes dos prédios e domingo era um dia sem planos.
Clark estava na fazenda, preparando alguns lanches e colocando numa cesta.

Ligava incessantemente para Lois:
- Mas que droga! Ela não atende esse telefone. Deve estar dormindo... É Shelby, acho que é só você e eu! – disse frustrado olhando para o canino que parecia aguardar algum quitute.
Seguiu para porta dos fundos e pegou o carro.

Alguns minutos mais tarde Lois chegou e encontrou a casa vazia. Adentrou pelos quartos, foi até o celeiro:
- Onde será que ele se meteu? Eu pedi para que me esperasse... Puxa! Aqui está mais quente que na cidade – disse sacudindo a camiseta branca regata, assoprando o suor para entre os seios.

O calor era realmente assustador e Lois usava um short de jeans e sandálias combinando com a temperatura do lugar.
Procurou usar a sua intuição e notou os rastros frescos da pickup nos fundos da casa. Entrou no carro novamente e seguiu o rastro.

Mais ou menos trinta minutos depois, Lois encontrou o carro de Clark. A paisagem era um pouco diferente do lago próximo à fazenda. A floresta mais fechada ao redor escondia algo maravilhoso. Uma cachoeira linda caía sob um lago espelhado, moldado por pedras arredondadas. O lugar totalmente deserto. Só podia se ouvir o som dá água caindo e alguns pássaros cantando ao fundo. O Sol colaborava com a paisagem, fornecendo um brilho sem igual sobre o espelho d’água. Lois só poderia pronunciar uma palavra:
- Uau!

Nem sinal de Clark Kent.

Lois sabia que ele estava por lá e uma hora iria aparecer. Ela estava mais preocupada em se lançar naquela água cristalina e deliciosa.

Não poderia ser mesmo diferente. Ela não trouxe um biquíni e também não estava interessada em entrar na água de roupa. Tratou de tirar todas as suas vestes, inclusive a calcinha deixando de propósito em cima do capô e entrou na água, mergulhando todo o corpo. Sentiu-se aliviada pelo frescor que a água lhe proporcionava. Começou a nadar em direção à cachoeira.

Minutos depois, Clark chegou com Shelby. Havia dado uma volta pela floresta para por dia sua amizade pelo cãozinho. Há tempos que não curtiam passear juntos. Viu que o carro de Lois estava ao lado do dele e suas roupas sobre seu capô. Parecia entender o recado indireto dela. Sorriu internamente. Pegou a ração de Shelby no carro, colocou em uma vasilha.

Clark afagou o cão e tirou à camisa, a calça jeans, as botas, as meias... ficou pensando se tirava ou não a samba-canção. Olhou para Shelby e disse:
-Não olhe, hein!- resmungou para si mesmo – o que é que eu estou fazendo?
Ganhou coragem. Retirou a samba-canção e entrou na água.

Olhou ao redor e nem sinal de Lois.

Procurou usar a super-audição e ouviu mergulhos na água. Seguiu em silêncio para onde ela estava. Sem perceber chegou por trás dela e fez cócegas em seus pés. Lois pulou com o susto e se virou dando um grito. Ele, que estava submerso, permaneceu apenas se deliciando com o medo dela que já estava nadando em direção a margem. Clark resolve continuar com a brincadeira e lhe faz caricias em suas pernas, se afastando logo em seguida.

Lois ficou com medo. Onde ela estava não dava pé no fundo da cachoeira. Não conseguia ver o que estava fazendo aquilo com ela. Ela se afastou da cachoeira indo em direção à margem depressa. Parou de nadar e procurou ficar em silêncio. Clark teve de subir a superfície para pegar fôlego. Ele era de aço, mas tinha suas limitações quanto à água. Ele passou a mão pela barriga dela que ficou completamente arrepiada. Se virou rapidamente mas não conseguiu vê-lo:
-Seu filho da puta!!! Quando meu namorado fortão e poderoso chegar vai arrasar com você, desgraçado! – Ela esta realmente assustada com a idéia.

- Clark, eu juro por Deus que se for você que estiver fazendo isso... – falou na verdade torcendo para que fosse ele, pois se fosse um outro alguém, iria lhe dar uma lição que jamais esqueceria e fugiria correndo. Não poderia de esquecer de nunca contar isso ao Clark senão ele ficaria o restante de sua vida falando que ela foi imprudente, que poderia ser um tarado, um maníaco e bla bla bla.

Numa fração de segundos, ela houve uma voz muito familiar atrás dela, dentro d’água:
- Namorado fortão e poderoso? O que vai acontecer? – Lois pulou de susto e jogou um monte de água no rosto de Clark de raiva.

-Seu louco!!!Você me assustou!!! Nunca mais faça isso comigo!!! Foi por isso que me chamou aqui? Para me dar sustos???

-Calma, Lois! Foi só uma brincadeira...

- Que calma o que!!! – reclamou aos berros, apertando o dedo contra o ombro de Clark – Entenda isso, Smallville. Eu sou uma mulher forte, corajosa e não estava com medo de toda essa palhaçada sua, entendeu? Droga!!! – começou a nadar em direção à beira.

-Lois foi uma brincadeira. Você está nadando nua aqui, poderia ser mesmo um tarado ou maníaco, eu iria apenas lhe fazer cócegas, mas você sendo Lois Lane resolver tentar pegar sozinha quem estava brincando, aí te dei um sustinho, só isso Lois, não precisa ficar brava comigo por isso. Me desculpe, por favor...- pediu carinhosamente.

Ela continua olhando pra ele e ainda bufando de raiva grita:
-Clark você queria me dar um sustinho?!?!? E ainda reclama por eu tentar me defender? Eu entrei nessa cachoeira porque achei mesmo que você estaria aqui e não teria problemas se entrasse nua na água para encontrar você, porque achei que desse modo, aqui sozinha, nua e totalmente entregue, finalmente entenderia que eu quero você. Que idiota que eu fui! Porque eu acharia que você iria me querer, não é? Mas você resolveu brincar comigo, tirar uma com a minha cara. Brincar, você ouviu bem? Brincar comigo. – lágrimas de raiva começaram a brotar dos seus olhos, deixando Clark envergonhado - ele olha para a água tentando pensar no que falar para amenizar a besteira que havia feito.
Mesmo não tendo essa intenção ela estava brava, muito brava com ele.

Ela fica possessa com o silêncio dele e começa a ir em direção a margem novamente. Ele a segura levemente pelas mãos e implora:
- Desculpe por ser um idiota... eu sempre dou uma de idiota na frente de Lois Lane... – segurou sua mão por dentro da água e se aproximou de seu corpo. Levou sua outra mão ao rosto dela e fez como se quisesse secar as lágrimas que começavam a rolar pelo seu rosto. Os dois sorriram com o impossível e as mãos de Clark começaram a passear pela pele nua dela. Os lábios entreabertos davam sinal de que Lois reagia aos toques dele. Os dedos passeando pelo pescoço dela, enquanto as gotas escorregavam pelos seus cabelos. O olhar dele que acompanhavam a própria mão travessa fez Lois ofegar. Lois levou uma de suas mãos aos lábios de Clark e os delineou com os dedos. Agora aqueles olhos penetrantes tão azuis enfeitiçava Lois, mas ela não queria se render assim. Estava chateada. Virou-se de costas:
- Vá embora... eu não quero mais. – Lois viu que precisava de mais. Não poderia se entregar depois de tudo aquilo... não sem um jogo de sedução.

- Mas Lois, por favor, não fique brava comigo. Eu juro que não faço mais. – disse encostando seu corpo no dela por trás, totalmente nu com sinais evidentes do que ele realmente queria. O hálito quente em seu pescoço só colaborava para que a verdadeira “brincadeira” ficasse ainda melhor.

Ela não disse nada. Começou a nadar de volta na direção da cachoeira. Clark ficou acompanhando com o olhar perdido e desolado, quando ela se virou e deu um leve mergulho para molhar os cabelos e soergueu o corpo expondo os seios para fora da água que acariciavam a pela lisa e clara dela. Ela ficou assistindo maravilhado quando notou que ela o olhava em seus olhos. Lois torceu os cabelos compondo um coque no alto da cabeça favorecendo uma imagem maravilhosa aos olhos dele.
Não estava conseguindo resistir à ela como planejado. Começou a segui-la imediatamente. Havia um amontoado de pedras próximo à queda d’água. Lois mergulhou de volta seu corpo na água e nadou até as pedras. Clark um pouco afastado a viu seguir e se enveredar por esse caminho entre as águas e continuou seguindo-a. Quando ele chegou perto dela, estava de costas, deitada sobre os espelho como se estivesse boiando sobre ele, com os seios empinados projetados para fora d’água, com os olhos totalmente fechados.

-Lois... - pronunciou com dificuldade pela excitação que aquela visão estava lhe proporcionando.
Lois não disse nada. Apenas se ergueu um pouco o olhou para ele. Que tentou se aproximar enquanto ela se afastava. O Sol estava bem alto, parecia ser por volta de meio-dia e o reflexo dele sobre o corpo de Lois fazia seus cabelos brilharem.

-Esse lugar é lindo... - disse olhando ao redor enquanto ele não tirava os olhos dela.

- Você é que é linda... – avançou na direção dela. Lois o deteve com as palmas das mãos sobre o peito dele.

- Você deveria ser castigado – disse baixinho.

- Então me castigue... – concluiu sorrindo.

Lois foi empurrando Clark contra uma das pedras fazendo o se sentar em uma que estava mais ao fundo, deixando apenas parte do tórax para fora da água. Lois sentou-se em seu colo encostou os seios em seu peito. Ela segurou em sua cintura, tentando acomodá-la o mais junto de si possível, fazendo o gemer. Clark tentou beijá-la, mas ela se afastava, desviando o rosto. As mãos grandes perseguiam os seios, mas ela as afastava com os braços.

-Lois... – resmungava, quase urrando de desejo. Queria tocar nela, saboreá-la, mas ela estava fazendo jogo duro. Os lábios dela vieram de encontro ao pescoço dele que sorvia a água alojada ali. Os braços dele tentavam incessantemente abraçá-la, mas ela os afastava.

-Você está de castigo... – sussurrou em seu ouvido. Ofegante e de forma luxuriante, os lábios dele aproveitaram a aproximação.

- Eu quero você... Quero você ontem, hoje, agora pra sempre... me perdoe...não...- Lois começou a movimentar os quadris lentamente, Clark semicerrou os olhos, tentando controlar-se –...me torture mais...eu não vou resistir! - Mas quem começava a não resistir era a própria Lois. O calor e o êxtase conduziam seu corpo, curvando-se para o espelho, molhando novamente seus cabelos. Nesse momento, Clark segurou o corpo dela pelas costas e quando ela voltou a posição, seus lábios finalmente se encontraram. As línguas dançavam entre as bocas vagarosamente. Com as costas apoiadas numa das pedras, Clark acomodou ainda mais o corpo de Lois fazendo-a afastar mais as coxas deixando-as totalmente abertas, abraçando a cintura de Clark com elas. Ela tentava empurrá-lo ainda, mas com menos força dessa vez, já não conseguia resistir mais.

-Por favor, não resista... – sussurrou – não vê como eu quero você? – a pergunta sôfrega balançou a moça e Clark que gentilmente deslizava suas mãos sobre os seios, conduziu uma das mãos dela para sua boca que beijou-lhe os dedos suavemente. Desceu a mão para seu membro totalmente rijo, latejando de desejo por ela. Lois deslizou vagarosamente sua mão pelo membro, fazendo Clark contrair o abdômen, horas emitindo gemidos baixos, horas pronunciando seu nome.

- Você ainda merece ser castigado... – disse acelerando os movimentos, para cima e para baixo. Ela já não conseguia mais falar. Com os lábios grudados no pescoço dela, retirou a mão que o acariciava e ele mesmo introduziu o membro em desespero para dentro dela. As pernas envoltas se apertaram ainda mais fazendo com que o encaixe se tornasse perfeito. Lois se movia para cima e para baixo, em movimentos sincronizados, rebolando vez ou outra. Ele tomou os seios entre as mãos e saboreou os mamilos com a pele arrepiada de prazer. O gosto da pele dela se misturavam à água. Lois conduzia os movimentos, alternando com rápidos, formando ondinhas no pequeno laguinho formado pelas pedras e movimentos lentos, às vezes tão lentos que desesperavam Clark.

- Não faz assim, Lois... – ele implorava em gemidos quase surdos em seu ouvido, mordiscando o lóbulo da orelha fria.
Lois enfiou o dedo médio de Clark todo dentro da boca e começou a deslizá-lo para dentro e para fora no mesmo ritmo dos quadris. Clark segurou agarrou o ombro dela com a outra mão, forçando-a para baixo:
-Não... me castigue...mais – Ela sorriu faceira e resolveu ceder ao apelo dele. Com os movimentos mais rápidos, entre gemidos, Lois retirou o dedo dele de sua boca e o conduziu para sua intimidade. Clark entendeu o que ela queria e foi imediato. Ele começou a “brincar” com ela, enquanto ela o conduzia. Sentindo o gozo chegar, os lábios se encontraram novamente e a respiração ofegante anunciavam o orgasmo dela. Em seguida apertando fortemente os ombros dela por trás, Clark fechou os olhos deixando o corpo inebriar-se pelo deleite. Ao final, ele envolveu-a num abraço terno e protetor.

Ficaram abraçados assim, ouvindo apenas o som da cachoeira e de suas respirações.
-Quero fazer amor assim com você todos os dias da minha vida.... – disse ele, encostando os lábios no dela. Entre beijos, ela respondeu pausadamente acalmando-se.

- Nos dias de inverno não poderemos fazer amor.

- E por que não? – Perguntou curioso.

- O lago vai estar congelado – respondeu séria.

-Ah, espertinha... – sorriu, abraçando-a ainda mais.

Lois brincou, mas o sentido que Clark queria dar aquela frase era outro, muito mais profundo e muito mais sincero.



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