terça-feira, 6 de julho de 2010

O que você quer ouvir? (NC-17)



Depois de tanto tempo juntos, Clark pôs fim ao conflito de seus sentimentos e resolveu definitivamente assumir diante de tudo e de todos, quais eram suas intenções para com a Lois.

Mas Lois ficou confusa. Após aquele que parecia um delicioso e interminável beijo, ela não sabia dizer se estava sentindo alegria ou tristeza, ternura ou raiva. Queria estar para sempre nos braços de Clark, mas ao mesmo tempo sentia medo de se decepcionar mais uma vez com aquele pelo qual já estava perdidamente apaixonada.

Ainda segura pelos braços fortes de Clark, Lois encerrou o beijo:

- Não... – saiu simplesmente de seus lábios.

- Não? – indagou surpreso.

- Quero dizer... Sim! Ai meu Deus, Clark! Isso é... perfeito – respondeu Lois, sem compreender sua própria resposta, ali, ainda nos braços de Clark. Este apenas sorri e quando tenta investir em um novo beijo, Lois se adianta:

- Espere. Por que me beijou?

- Eu... não quero que você volte para o Oliver!

- Ah... sei – Lois se desvencilhou dos braços de Clark e pegou sua bolsa, dando um passo em direção à saída.

- Aonde você vai?- perguntou ele segurando em seu braço, sem compreender a reação dela.

- Eu vou para bem longe! Um lugar onde eu possa ficar invisível entendeu? “Não quer que eu volte para o Oliver” hunf! Não era isso que eu queria ouvir, droga! – disse bruscamente, enfiando a bolsa no braço.

-Lois, espere! Lois! – sem resposta, observava as costas de Lois, saindo do prédio.

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Dois dias se passaram até a chegada do final de semana.

Numa tentativa frustrada, Clark ligou diversas vezes para Lois, enviou torpedos, deixou recado na caixa postal, mas a prima havia dito que ela saiu da cidade.

“Mas o que eu deveria ter dito?”. Clark ficou se atormentando com aquela pergunta durante toda a ausência de Lois.

Frustrado e sem saber o que fazer, já que a cidade parecia calma durante aqueles dias, Clark pôs-se a trabalhar arduamente na fazenda. Durante aquele final de semana procurou distrair sua mente daquela pergunta sem resposta.

Sem usar seus poderes, ele limpou toda a casa, lavou roupas, colheu algumas frutas da estação...

Na entrada da fazenda havia alguns bons centímetros de mato crescendo. Com todo esse corre-corre de Borrão, Clark havia se distanciado da maioria das tarefas da fazenda.

- Puxa! Como está feio isso aqui, minha mãe com certeza reclamaria! – disse sorrindo. Clark foi até o celeiro e apanhou uma enxada para capinar o mato.

Ao bater com a enxada no chão, pedaços minúsculos de uma rocha vermelha incandescente voaram pelos ares e tocou a pele de Clark.
Foi o suficiente para seus olhos brilharem e tudo ao seu redor ter uma conotação diferente.
Deixou o instrumento de lado e voltou para dentro.
Na secretária eletrônica, havia um recado da Chloe.

“Oi, ela já voltou, Clark. Resolveu ir trabalhar. Descobriu alguma coisa enquanto esteve fora e disse que iria reportar. Agora... vê se dessa vez você diz alguma coisa mais convincente pra que ela aceite esse maldito 2º encontro, oras! Boa Sorte... do jeito que ela está brava você vai precisar”.

- Que segundo encontro o que!!! Lois, você vai ter a resposta que quer ouvir. E vai ser agora.

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Vestido com uma camisa social cinza, calça social e gravata pretas, Clark como sempre estava lindo. Resolveu usar um pouco do perfume que o Olliver havia dado de presente de aniversário. Ele não era muito de usar perfumes, mas aquela noite tinha que ser devastadora. Virou o frasco para relembrar o nome:

- 212 sexy... ahn...sugestivo.

Borrifou de leve o líquido dos dois lados do pescoço e saiu.
A noite cai e Clark chega ao DP.
Lá estava Lois, sentada à sua mesa, absolutamente só no subsolo do DP digitando concentrada diante do computador. Nem percebeu que Clark estava a poucos centímetros de pé, atrás dela, embora já sentisse um perfume gostoso invadir o espaço.
Ela sentiu uma mão afastando seus cabelos do pescoço. Sobre saltou da cadeira, ficando de frente para ele, totalmente surpresa. Quando viu que era Clark, sentou um tapa escandaloso em seu rosto.

- Você está louco! Quer me matar de susto? – Disse afoita.

Clark nem reagiu. Com o semblante sério estava e permaneceu, olhando profundamente nos olhos dela.

- Você não faz idéia do que está fazendo comigo, Lois Lane.

- Desculpe, não era para ter estapeado você. Eu...

- Só dessa vez, cala a boca – disse firme empurrando Lois contra a cadeira.

Clark se agachou para ficar a altura dela e continuava olhando dentro de seus olhos. Ele a encurralou contra a mesa apoiando as duas mãos sobre ela de cada lado do corpo de Lois. Ela não conseguia reagir, só sentia que seu corpo pedia mais ar do que de costume e sentada com as pernas unidas ficou.

- Eu não quero saber dessa porra de segundo encontro. Eu quero você e quero agora, você está entendendo?

Lois sentiu seu corpo estremecer e fez um simples gesto com a cabeça de confirmação de suas palavras.
Clark se aproximou do rosto de Lois e inclinou seu rosto na curva do pescoço. Ali sentiu seu cheiro. Um cheiro bom, inebriante. Cheiro de uma mulher linda e cheia de desejo.

- Era isso que você queria ouvir, Lois? – sussurrou em seu ouvido.

Lois não conseguia reagir. Semicerrou os olhos em êxtase, ouvindo sua voz entorpecendo seus sentidos.
Clark tornou a olhar Lois, mas seus olhos estavam fechados. Examinou atentamente a roupa dela.
Vestia uma saia não muito justa carmim e uma blusa branca de botões, com alguns abertos. O que podia deixar à mostra a curva de seus seios. Ela abriu os olhos atentamente. E notou que Clark a examinava.

- O que está fazendo? – perguntou quase sem voz.

- Nossa, Lois! Como é pequena! Como conseguiu entrar nessa calcinha tão minúscula?
Lois tenta puxar a saia, se sucesso.

- Clark! Como você... – tenta perguntar constrangida. Ela sentiu seu rosto queimar.

- Era isso que queria ouvir, Lois? – ele interrompe com outra pergunta.

Lois se levanta bruscamente e fica confusa do que fazer. Pega sua bolsa novamente, mas Clark a encurrala novamente contra a mesa.

- Aonde você pensa que vai? – disse ele grudando seu corpo no de Lois.

- Eu...me deixe ir!Pare com isso! – Lois empurra Clark, mas sem sucesso. Ele segura seus braços.

- Você não vai sair daqui enquanto eu não souber o que você quer ouvir!! – disse segurando-a com força. Ele arrasta para dentro do almoxarifado, lugar onde um dia, Clark revelou seu segredo à Lois.

Clark a pressionou contra a parede. As línguas se encontraram num instante e ele deslizou freneticamente suas mãos pelo corpo da morena. Aquele dançar de línguas parecia ser pouco para ele o beijo ficou ainda mais voraz. Estava mordiscando seus lábios.
Lois deu um leve gemido.

- Sua boca é deliciosa... eu quero devorar você. –disse em meio ao beijo devastador.

Lois arregala os olhos ao ouvir aquela frase tão ousada.

- Não era isso queria ouvir?

Ela não sabia se ficava assustada ou excitada.

Logo desceu suas mãos para as nádegas dela apertando ainda mais contra si. Lois arregalou os olhos imediatamente e tentou afastar Clark mais uma vez empurrando seus ombros, mas era inútil. Introduzia sua língua para lambuzar de saliva quente suas orelhas. Era impossível resistir, semicerrou os olhos num gemido. Pronto, isso fora o suficiente.

- Clark... por favor, pare! – Disse sussurrando, implorando para que aquela deliciosa tortura acabasse.

- Parar por quê? Eu sei que você está gostando... eu posso sentir, bem aqui – disse pressionando os dedos sobre a saia dela.

Lois não sabia o que fazer. Não parecia certo, todo aquele jeito agressivo de Clark. Mas se corpo não podia negar. Queria fazer amor com ele há tanto tempo, como resistir?

- Pare!- Disse empurrando a mão de Clark, afastando-se um pouco, tentando se recompor.

- Não era isso que você queria ouvir, Lois? Hã? – perguntou empurrando todas as coisas para fora da mesa do recinto. Livros, folhas, canetas, fichários, porta-lápis... tudo ao chão.

Lois se viu sem saída e sentou-se sobre a mesa puxando seu corpo para trás tentando se afastar. Mas Clark a puxou violentamente pelos calcanhares de volta para si.
Ela realmente não tinha escapatória. Ele a olhava da forma mais lasciva e faminta possível. Estava enlouquecido para possuí-la, os olhos vibrantes denunciavam o desejo dele. Entregue aquela situação tão estranha, Lois desejava sim. Mas como? Ela se perguntava, porque Clark estava tão diferente? Será que o fato de dizer que queria ouvir outra coisa o deixou tão decidido e zangado assim?

-Diz pra mim que não é isso que quer ouvir... que estou fervendo pra ter você aqui – disse arqueando suas pernas, introduzindo o dedo médio lentamente e sem cerimônia na intimidade de Lois, que tombou sua cabeça para trás arrastando os cabelos na mesa. Clark não tirava os olhos dela.

-Fala! É isso que você queria ouvir? – perguntou rispidamente.

-Ssim...-disse a menina no meio de um gemido.

Ele introduziu a língua dentro da boca da jovem enquanto a masturbava. Ela se contorcia. Queria engoli-la, lambia seu pescoço ate que Lois sentiu uma leve mordida. Fechou os olhos sentindo a uma leve dor.
Ele arrancou a blusa da menina de uma só vez. Voltou a deslizar a língua pelo pescoço dela indo em direção aos seios. Sem parar de masturbá-la, puxou a alça do sutiã vermelho de Lois e desnudou um seio. Pôs-se a chupá-los e mordiscar o bico. Lois gemia cada vez mais alto.

-Isso, Lois... era isso queria ouvir. – aquilo parecia instigar ainda mais o desejo de Clark. Era música para seus ouvidos.

-Vou fazer você pedir mais... - Retirou o dedo de dentro dela e terminou de arrancar o sutiã deixando os seios de Lois completamente despidos. Num movimento rápido, rasgou a saia de Lois a deixando com sua calcinha minúscula, como descreveu ele. Direcionou o rosto para o sexo da repórter. Provou todo o sabor de êxtase que ela sentia que se contorcia mais e mais de puro e inédito prazer. Ela agarrou-se a beirada da mesa com toda força que podia para conter os espasmos do gozo. Quando ele notou aquilo, afastou-se retirou a gravata e a camisa. Abriu o cinto e colocou se membro para satisfazer seus instintos.
Selvagem, ele arrancou o pouco que lhe restava das roupas e puxou violentamente a garota para si. A penetrou sem cerimônia. Lois ficou sem ar, mas ele não parou. Com as pernas envolvidas em seu corpo.

- Vamos foder gostoso agora... – disse ao ouvido de Lois. Ela sentiu toda a sua pela arrepiar.
Com violência frenética repetia os movimentos agarrando os cabelos da jovem. Subitamente, ele a virou de costas, colocou-a de quatro, ainda puxando lhe os braços, segurando os punhos e o cabelo. Penetrou-a no mesmo lugar.

Surpreendentemente, Lois clamava por mais. Com ainda mais força e movimentos um pouco mais lentos, ele a penetrava deslizando para dentro dela. Cada estocada era tão forte que fazia o corpo de Lois tremer. Ele soltou os braços dela e com uma das mãos segurou uma nádega de Lois. Com a outra introduziu o mesmo dedo na boca da morena, fazendo-a sentir seu próprio gosto.

- Veja como você é deliciosa – disse deslizando o dedo dentro da boca de Lois que o lambia e chupava.

Sentindo a pressão das estocadas Lois gozou mais uma vez, gemendo alto, chamando pelo nome dele.

- Agora venha até aqui – Clark puxou Lois para fora da mesa. Ele pegou a mão esquerda de Lois e a conduziu para seu membro latejante e úmido pelo gozo de Lois.

Lois começou a deslizar sua mão para cima e para baixo num movimento sincronizado e delirante. Os olhos de Clark estavam vidrados nos dela.

- Isso mesmo... desse jeito que só você sabe fazer comigo. Quantas vezes... eu mesmo fiz isso pensando em você, toda nua assim pra mim. Era isso que você queria ouvir? Pois eu bati muitas pensando em você, Lois...ahn...

Lois estava enlouquecendo com tudo aquilo. Ela se abaixou e inclinou a boca para o membro já pronto para gozar de Clark. Como movimentos rápidos, Lois o satisfazia com aquele oral. Ele segurava seus cabelos com força. Ele deu um puxão e Lois gemeu em protesto. Ordenou que ela ficasse de pé, de costas para ele. Ele inclinou o corpo dela para frente de modo que pudesse se apoiar ma mesa.
-Olhe pra mim, enquanto estiver metendo em você! – disse como uma ordem.

Lois obedeceu e mais uma vez ele deslizou seu membro para dentro dela que olhava para ele.

- Eu quero come-la assim, todos os dias da minha vida, ahhh...

-Clark... – Lois sentiu o gozo de Clark invadir seu corpo.

Ele tombou seu corpo sobre o dela, ofegando em seus cabelos suados. A virou de frente pra ele e tornou a perguntar.

- Você ainda precisa de um segundo encontro?

Lois fez que não com a cabeça e sorriu.
Clark colocou seu membro ainda firme para dentro da Box e subiu o zíper da calça. Vestiu a camisa e grava enrolou e pôs no bolso.
Lois fez o mesmo e sentou-se novamente sobre a mesa. Observava-o tentando entender o que foi tudo aquilo. Mais uma vez sorriu.
Clark deu mais um beijo nela. A língua deslizou sobre os lábios dela.

- Boa Noite. Não vá embora muito tarde. Pode ser que Blur não esteja por aí.

Lois só conseguiu concordar com a cabeça.

- Acho que você ouviu tudo que queria Lois. Até amanhã.

Ele saiu e deixou Lois refletiva ainda sentada sobre a mesa do almoxarifado.

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Na manhã seguinte, Clark chega com o seu copo de café conforme rotina. Ele, após desfeito o poder da redk, não fazia idéia do que havia acontecido na outra noite.

- Lois! – Clark se surpreende ao ver Lois em sua mesa.

- Oi – disse se aproximando lentamente de Clark, com um sorriso de canto dos lábios.

- Olha, nós precisamos conversar. Eu não queria que aquele beijo tivesse acabado assim. Prometo que dessa vez será diferente. Proponho um jantar hoje à noite na minha casa, o que você acha?

- Clark, nós já resolvemos tudo ontem. Você me falou definitivamente, absolutamente, tudo que eu precisava ouvir. – Lois olha nos olhos de Clark – vai me dizer que você... não se lembra? – disse colocando a mão sobre seu peito.

- Lois, eu... - Clark teve um flash sobre o fato de sua camisa preta e calça cinza estarem do lado de fora do armário naquela manhã - ...acho que podemos conversar sobre isso na minha casa hoje.

- Claro!... gostoso! – Clark se surpreendeu com a frase de Lois.

Ele ouviu o rádio da policia. Assalto a banco. A conversa realmente precisava ficar para depois. Clark pegou seu paletó e Lois a bolsa. Seguiram em busca da notícia quente que estava por vir.





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