terça-feira, 6 de julho de 2010
Matéria Não Publicada (NC-17)
Que interessante. Nunca imaginei que pudesse escrever essas coisas...
Ela estava especialmente linda. Não estava usando suas saias justas e blusas sociais de sempre. Ela esta usando um vestido preto que o comprimento ia até um pouco acima dos joelhos e quando ela andava, parecia desfilar... Se você prestasse atenção, quase podia ser ver a parte interna de suas coxas tão bem delineadas com movimento do vestido. Os cabelos soltos. Adoro quando ela deixa eles soltos. Os saltos como sempre bem altos e pretos para combinar. Às vezes, ficava pensando se ela não calçava sempre saltos para ficar mais “perto” de mim. Quando ela chegou até a sua mesa, eu podia sentir o perfume diferente. Mais doce, quase um cheiro de maçã do amor, irresistível... poderia achar que ela estava pedindo “me dê uma mordida”. Fiquei especialmente tentado.
Ela perguntou qualquer coisa sobre uma matéria que estávamos escrevendo, alguma coisa sobre ir atrás do furo, não dei atenção. Só focava numa coisa enquanto ela se inclinava sobre a minha mesa deixando bem visível o decote: a renda floral do seu sutiã azul que acariciava os seis seios, tão juntos, deliciosamente convidativos. Então olhei nos olhos dela. Não sei se eu a hipnotizava ou se ela me hipnotizava. Só sei que quando cruzamos os olhares, não consegui ao menos dar bom dia... Lembro de dizer que iríamos atrás da matéria imediatamente, de algum modo consegui emitir a frase que fez com que eu me levantasse, pegasse em seu braço e a guiasse em direção ao elevador.
A sorte estava do meu lado. O elevador abriu, estava vazio.
Disfarçadamente, com a visão de calor, acabei com a raça da única testemunha possível do que eu queria fazer: a câmera de circuito interno. Lois não entendia absolutamente nada do que eu estava fazendo. Porque tinha tanta pressa e porque estava no elevador. Mas para mim, sua boca não poderia fazer mais nada a não ser me beijar naquele momento. Numa fração de segundos, minha língua mergulhava em sua boca tão quente e macia. Deliciava-me com aquela língua poderosa. Ela estremeceu entre as minhas mãos que seguravam seu rosto. Não queria que ela se mexesse. Pressionei contra a parede fria do elevador, sentindo todo seu corpo grudado ao meu. Afastei-me um pouco para curtir mais aquele perfume que inebriava meus pulmões em êxtase. Minha boca aspirava seu pescoço. Podia ouvi-la gemer baixinho e resmungar qualquer coisa que não podíamos fazer aquilo ali. Pensei rápido “fazer aquilo ali? Então ela já entendeu o que eu quero fazer”. Quis que ela se rendesse a mim. Minhas mãos logo deslizavam para o seu ombro e com meus polegares acariciava por cima do decote, aqueles seios tão lindos. Mais uma vez eu olhava em seus olhos, mas eles estavam fechados. Sua cabeça já pendia para trás. Fui mais rápido. Grudei novamente o meu corpo no dela, queria sentir a resposta do seu corpo. Deslizei minha mão entre suas pernas e percebi a calcinha quente e já úmida. Dessa vez, quem estremeceu fui eu. Fui mais ousado, como nunca tinha sido antes. Não estava me reconhecendo mais... mas meus dedos já estavam dentro da sua calcinha enquanto ela apertava meu ombro. Eu queria tê-la ali naquela hora. Mas o alarme do elevador tão antigo estava começando a tocar. Pouco importava. Meu desejo era maior que a minha postura naquela hora. Apertei CO com a outra mão enquanto via o rosto dela corar. Minha boca estava em sua orelha fria. Eu queria vê-la gozar. Eu queria muito aquilo. Como era bom, sentir aquela pele tão macia, molhada e quentinha. Meus dentes trincavam com uma vontade louca de mordê-la. Ela merecia, estava linda, provocante, deliciosa... ela queria. Não parei de masturbá-la. Cada vez mais rápido. O tempo estava acabando. Ouvi meu nome num sussurro quase inaudível: “Clark, eu...” Ela se agarrou com força no meu pescoço. A ouvia ofegar eu meu pescoço. O coração acelerado. Não sei se era pelo gozo, pela excitação ou pelo medo de sermos pegos. Quando retirei meus dedos de dentro dela, estavam úmidos. Enfiei-os em minha boca. O sabor exótico dela fez com que eu emitisse um som involuntário: “humm”. A porta do elevador de abriu na cobertura do prédio. Afastei-me dela alguns bons centímetros e ela ajeitou o vestido. Eu estava visivelmente excitado se é que você me entende. E minhas mãos procuravam disfarçar e esconder. Diversas pessoas entravam no elevador e preencheram todo o espaço me afastando ainda mais dela. Reclamavam da demora. Por cima das cabeças podia ver que ela olhava para o ponteiro dos andares, parecia tentar disfarçar. Sorri para mim mesmo, mas continuei a observá-la. Fiquei pensando se eu não poderia fazer isso com ela todos os dias. Vê-la gozar em meus dedos, chamar meu nome. Faria com todo prazer. De volta ao andar, depois que todos já haviam saído, ela se aproximou e ficou lado a lado e disse: “essa é uma matéria que não poderei publicar” e saiu porta a fora rapidamente. Fiquei pensando... “não posso publicá-la... nos jornais, mas...”. Lembro de ter que sorrir sobre esse pensamento, antes de me sentar à minha mesa e escrever. Acho que vou imprimir e pedir para ela revisar.
- CK
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